domingo, 16 de setembro de 2012

Querela #64


Estávamos no sofá
e no rádio informava
alguma coisa sobre a banda
Harmonia do Samba.

Ela disse que estava
com vontade de ouvir uma música
antiga da banda
e começou a cantar.

Lembrei que tinha a música no celular,
peguei o controle,
dei um mute no rádio
e coloquei a bendita música pra tocar.

Pra minha surpresa,
ela sabia todos os mínimos detalhes
da canção na versão ao vivo.
Fez coreográfias,
caras e bocas
enquanto cantava.
Foi muito engraçado.

Depois que acabou,
ela voltou
a ler o livro
que estava em suas mãos.
O apanhador no campo de centeio.

Que ela nunca perca esse humor
e que eu nunca a perca também.

Querela #63


Fomos dormir
um pouco depois das 22hs
e só acordamos depois das 10hs;

A noite toda
dormimos de mãos dadas
e bem abraçados,
sem qualquer vontade de levantar.

Quando isso aconteceu
ela disse, surpresa:

 - Amor, são 10hs.
 - O tempo passa rápido quando estamos juntos.

Ela me abraçou forte
e assim começou
mais um dos nossos bons domingos.

sábado, 8 de setembro de 2012

Querela #62


 - Sou louco por você, sua chata. - Eu disse
 - Eu amo você, seu chato.
 - Eu sei que você me ama.
 - Convencido.
 - Pra me aguentar, só me amando.
 - Ainda bem que você sabe.

Fomos dormir sorrindo.
Ela com a cabeça no meu peito,
como manda a nossa tradição.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Querela #61


 - Sabia que eu te amo? - Eu perguntei
 - Não - Ela respondeu
 - E quando vai saber?
 - Não sei.
 - Espero que nunca.
 - Porque?
 - Porque sempre que eu disser, vai ser surpresa.

Nós dois sorrimos
e continuamos
andando.

Querela #60


Com uma quentinha
de churrasco,
cheio de carnes frias
e uma pepsi em temperatura ambiente...
A gente se divertiu.

Ela fazendo chacota
dos repórteres investigativos:

 - VOCÊ É USUÁRIO?
 - Não, senhor.
 - DESDE QUANDO?
 - Desde sempre, senhor.

Muitas risadas
e mesmo pegando um engarrafamento
saindo da casa dela.

Lembro agora,
e volto a sorrir.

domingo, 2 de setembro de 2012

Querela #59


Ela consegue melhorar
pequenos momentos,
com doses de humor
e boas doses de cara-de-pau,
ela me tira do sério.

A tímidez
ainda está nela,
é parte de sua personalidade,
mas as vezes não parece
aquele menina que conheci
ou talvez ela sempre tenha sido assim
e só precisava
de um pouco de tempo
ou de um "empurrãozinho"
para se soltar.

Hoje, no meio do mercado,
ela cantou uma música
de Paula Fernandes
com os braços para o alto,
com caras e bocas
e de olhos fechados.

Sempre que lembrar,
vai me tirar sorrisos.